De quantos sonhos pode alguém despertar até que a realidade enfim se mostre?
O quanto se pode esperar que a sorte mude, até que as oportunidades não mais apareçam?
Quanto de covardia se esconde por trás de cada negativa, quando à espera que algo aconteça?
Quanto vale esperar pelo intangível, enquanto fechamos os olhos para tudo o que diante deles se mostra tão claro?
Qual a medida da sensatez, e ainda qual a da estultícia, quando se espera um pouco e ainda um pouco mais até a próxima chance... ou por um novo começo?
Todo pôr-do-sol abençôa a ousadia e leva consigo a consciência, acusadora do que sabemos ter deixado escapar: “não era pra ser”, “talvez outra hora”.
Que não me ouçam pelo que nunca tive a dizer. Que não esperem o que não sei ofertar.
Das entranhas da estranheza, vem à luz o incerto e eterno desconhecimento do que se poderia ser.
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2 comentários:
Muito bom! Muito bom!
Quem sabe escrever, sabe.
Mim_mim
Ihhh, esse a maioria do público-alvo do jornal não vai entender mesmo!
Mas eu adorei!
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