Pára o tempo, quero começar de novo pra mudar quem foi deposto quando veio pra chegar.
Com parcimônia cai o pano, cai a lona, e a história já não muda como trem quando parou.
Na cidade há a porta da garagem, e o entulho dentro dela não me deixa respirar.
Jogar pra fora tudo o que encontrei no sótão escondido na poeira de um passado que esqueci.
E choro a lágrima lembrada de um momento, feito monstro peçonhento que a mim vem assombrar.
Mais uma vez eu corro atrás do meu juízo e não mudo quando digo que o pior já não passou.
É egoismo se você não vem comigo e deixa o mundo só com isso e não deixa a sua dor.
Sua mentira, limpa, pura e cristalina vai com sua anemia retomar de onde parou.
A plataforma sobe só com minha ajuda e contudo não se usa perdoar o que passou.
Sempre, sempre, sai razão e mata a mente, mas fui feito diferente, algo que não sei que sou.
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25 de nov. de 2006
:: Fronteira ::
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