Saí à noite,
e deixo tudo para trás, a cada passo.
Sinto o vento no rosto,
mas já não me traz perfume algum.
Indiferença, talvez.
Ouço carros e buzinas e conversas perdidas
e música em algum bar,
mas já não confundo a voz, já não a ouço em meio ao burburinho.
Indiferença, talvez.
Sinto o vento no rosto.
Mas não me sussurra um nome.
Vejo a imagem, impressa em meus sentidos, desvanecer.
Indiferença, talvez.
Aperto o passo: na esquina, a redenção.
Confuso demais, por tempo demais; agora, adiante.