da estrada que leva à caverna, e do fundo dela emana um cheiro da idade do mundo. Não exatamente ruim, mas tavez um pouco difícil de processar: algo como folhas e água e musgo e fezes secas há muito, além de um odor que só um lugar jamais exposto ao sol poderia produzir.
Além disso, imaginando algum tipo de organização que tenha tornado possível a manutenção de sua própria existência, vi-me forçado a admitir, ao menos, uma relação de poder: a constituição dos fatos leva a crer na necessidade de um modelo orientador. Ainda considerando esta hipótese, é natural, então, admitir que uma liderança hoje descende daquele que primeiro concatenou , naquela dia perdido em ímpia antiguidade, quando a monstruosidade de pedra soltou-se da montanha.
Obviamente sei dos riscos inerentes aos quais me exponho, principalmente no que diz respeito à introdução de um elemento estranho - eu mesmo - em qualquer modus vivendi inalterado há mais tempo do que se pode calcular; pesa-me o fato de estar sozinho nesta busca, uma vez que não pude encontrar apoio entre os colegas e nem ao menos crédito para as tantas evidências que pude coletar, mais do que suficientes para acreditar na possibilidade da existência daqueles que procuro. Temo, assim, ver reduzidas as chances de transmitir à Academia os dados que coletar. Assim sendo, procurarei deixar o máximo de registros aqui anotados, e empreender tanto tempo quanto possível numa observação anônima,de riscos tão reduzidos quanto é possível. Quando enfim vir que é hora de tentar a aproximação, deixarei o diário em local óbvio para ser encontrado por eventuais equipes de busca.
Durante o período de observação à distância, pretendo reunir informações sobre o padrão comportamental dos indivíduos, quais elementos possibilitaram sua subsistência e que promovem a manutenção da vida; entender o catalisador que levou-os a optar pela vida intraterrena em detrimento de um esforço pela saída, bem como daqueles fatores que
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