Ouço agora o seu nome: me vêm cores, e a ausência delas; um cheiro forte de canela e de chuva, de vinho seco, de mato molhado. Um arrepio fraco, o estrondo de um trovão perdido, distante.
Ouço seu nome e ouço água, caindo de alguma altura impossível, encharcando-me os ossos, enchendo-me os pulmões: não respiro, não soluço; transborda-me pelos olhos, pela face, precipita-se do queixo ao chão.
Ouço seu nome e vejo pele, ossos e sangue: sinto suas unhas e seus dentes, a saliva e o calor, o hálito quente, as pernas e os braços, o suor e os gemidos, o grito que é quase choro, o riso que é quase angústia, o prazer que é uma pequena morte; e vejo os olhos, e me perco neles, e não me encontro: nem ao menos me quero procurar.
Ouço seu nome e vejo noites em claro e dias escuros, vejo bares e estradas, ouço música de letra incompreensível, vejo multidões vestidas de terno e vejo a mim mesmo, ao lado, observando sua marcha enquanto permaneço parado, sob um pedaço de sol.
Mas então vi o que você não me quis mostrar, não quis dizer, na esperança de esconder-se de si mesma.
E ouço seu nome agora, quando já não me vem nada: nem ao menos você.
Ouço seu nome e ouço água, caindo de alguma altura impossível, encharcando-me os ossos, enchendo-me os pulmões: não respiro, não soluço; transborda-me pelos olhos, pela face, precipita-se do queixo ao chão.
Ouço seu nome e vejo pele, ossos e sangue: sinto suas unhas e seus dentes, a saliva e o calor, o hálito quente, as pernas e os braços, o suor e os gemidos, o grito que é quase choro, o riso que é quase angústia, o prazer que é uma pequena morte; e vejo os olhos, e me perco neles, e não me encontro: nem ao menos me quero procurar.
Ouço seu nome e vejo noites em claro e dias escuros, vejo bares e estradas, ouço música de letra incompreensível, vejo multidões vestidas de terno e vejo a mim mesmo, ao lado, observando sua marcha enquanto permaneço parado, sob um pedaço de sol.
Mas então vi o que você não me quis mostrar, não quis dizer, na esperança de esconder-se de si mesma.
E ouço seu nome agora, quando já não me vem nada: nem ao menos você.
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