Entreguei tanto que você não quis receber: são daquelas palavras que não páram nos dentes.
Por que me olha como se não conhecesse? O que há que me transforma em um estranho? Melhor seria se nunca me tivesse visto, considerado, pesado, tentado. E agora, a dor da dúvida pelo que fiz - ou não fiz - e pelo que é responsável por essa distância que nunca quis.
Não aprendi a ter raiva. Quisera tal bênção, para virar a página e seguir adiante. Mas resta que me olhe como quem não vê. Ignora tudo o que foi. Então pergunto "e o que foi?" Que maldade nova é essa, uma amnésia passiva, cultuada e embalada?
Já o que lembro, mantenho para mim: longe de onde você possa roubar.
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2 comentários:
Sou suspeito pois me indentifico com o tema deste,
mas considero cada ultimo texto seu o melhor de todos.
Pois é... o João tem toda razão quando diz que considera cada último texto seu o melhor de todos.
Ah, e não sou suspeita não. É que vc é bom mesmo ;).
Beijos
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